quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Músicas de hoje estão sem amor.

A televisão decidiu que o amor é coisa ridícula, brega, ultrapassanda, e a sociedade acatou, e removeram o amor das músicas. E assim se ascendeu a geração de músicas inaudíveis que temos hoje.
Bregas, sertanejos-universitários, forrós esculhambados funks e demais músicas de letras sobre pegar-e-largar, bebedeiras, "periguetismo" e inveja. Ou mesmo letras sem falar nada de nada, como lek-lek, lê-lê-lê, tchu-tchu-tchá, tchê- tchê-rê- tchê- tchê, e uéo-uéo- uéo. A população ouve e adora.
A situação chegou num ponto que até mesmo músicas atuais falando de amor não possuem melodia, é só falatório do cantor sem melodia nenhuma, e o instrumental é a mesma coisa. Músicas de amor atuais que não entusiasma ninguém, não causa aquela sensação. Cantores considerados ícones românticos como Luan Santana e Gustavo Lima só recitam letras, falam em vez de cantar, no fundo de orquestra sem melodia. E não é só eles: até mesmo músicas internacionais ditas românticas tocadas no programa Love Songs da Rádio Cidade de Manaus também são pobres em melodia. Parece que tentam criar algum forçado e o resultado sai sem sal, não dá nenhum prazer nos ouvidos.
Até mesmo músicas evangélicas estão assim. Antes as músicas eram bem compostas e de belíssimas melodias, fazendo até ateus como eu desejar ouvir Diante do Trono. Hoje a mesma banda, junto com as demais, produzem uma espécie de gospel-brega, com melodias fraquíssimas, e um instrumental sempre empurrando um rock-in-roll forçado e novato. Parece que, Diante de um público consumindo músicas de péssima ou nenhuma qualidade, os artistas gospel decidiram se rebaixar aos mesmos sons, pra competirem com a música secular (o que antes chamavam de música mundana). Só que é uma tática burra: em vez disso, deveriam aproveitar a oportunidade de produzirem músicas boas, pra atrair o público revoltado com a baixa qualidade da música secular, a ouvirem os louvores pra deus-Jeová.
Aliás, é uma crise músicas que deveriam ser de enorme qualidade, pois são músicas pra deus. Mas sempre tem aquelas pessoas que fogem do senso crítico como o diabo foge da cruz, e tentam abafar as críticas com argumentos fugindo do assunto, como "não é audível pra nós, mas é audível aos ouvidos de deus". Então qualquer coisa pode ser audível pra deus? Nem eles mesmos sabem dos gostos de deus pra estarem defendendo qualquer áudio como "audível pra deus"! Isso é aposta, e apostas podem ser sim como podem ser não!
O fato é que enquanto se foge das críticas com blindagens de apostas que qualquer coisa produzida vai sair "belo aos ouvidos de deus", os ouvidos humanos não conseguem mais ouvir nada, e pessoas como eu ficam órfãos de música, pois não há música de verdade pra ouvir, tanto a música secular quanto a música gospel. Já não temos mais amor das pessoas, e também ficamos sem amor das músicas. Ficamos sem lugar pra encontrar amor. E sem amor, o que vamos fazer com as nossas vidas? Beber até cair? Sexo com qualquer um que encontrar na rua? É uma vida medíocre!
Nada contra quem gosta, mas empurrar isso pra todo mundo, impor que essa "cultura sem amor" seja unanimidade, é uma ditadura!
O pior é que a sociedade brasileira está convencidíssima que, extirpando o amor, estão progredindo. Mas não enganam a própria História, pois extirpar amor e sonhos já era um intento conservador de 17 anos atrás. Enquanto os homens de hoje acreditam piamente que estão inovando desejando sexo e mais sexo, e desprezando amor, só estão sendo iguais aos homens de 17 anos atrás!