Não há justificativas justas pra que homens cisgêneros sejam intolerantes com os Homens Trans. Tudo é por causa do machismo e da misoginia. Homens são ególatras, umbiguistas e narcisistas. Nascisismo vem de Narciso, aquele personagem que se apaixonou por si mesmo, ao se olhar num espelho d'água. Homens gays são narcisistas ao extremo, mas até os homens heterossexuais brasileiros também são narcisistas. Eles odeiam vagina, namoram e se casam por status social. Quando chegou essa moda do pegar-e-largar no Brasil, foi um alívio pros homens, que hoje são exigidos apenas transar com mulheres, mas não se envolver mais do que isso, e a única coisa que eles gostam numa vagina é do prazer sexual.
Nem mesmo intelectuais e nerds são menos narcisistas. Pelo contrário, são mais conservadores ainda! Os mais quietinhos são os que mais têm narcisismo pra destilar. Gamers que "sonham" se casar com loiras dos olhos verdes (perfil de mulher incomum num país como o Brasil) pra terem filhos loiros com olhos verdes. Eles não querem mulheres, eles querem troféu; até mesmo fazer os próprios filhos de troféu!
Por isso homens cisgêneros odeiam tanto homens trans que gostam de homens: homens trans não servem de status social, não servem de troféu. Ainda mais numa sociedade tradicionalista e conservadora até as últimas consequências como o Brasil, aonde pessoas trans são vistas como "aberrações" ou pessoas de segunda categoria. Muitos sentem atração por homens trans, mas jamais admitem e/ou levam adiante, pois terem uma "aberração" como cônjuge não os dará status social de "macho alfa"; pelo contrário, os farão tão "aberração" quanto o seus parceiros trans!
Daí porque os homens são tão intolerantes comigo. Qualquer coisa serve de motivo pra cortar relacionamento. Um antigo colega de escola e de curso não quis mais falar comigo do nada, por um motivo idiota. Outro ex-colega de escola, que todo mundo sabia ser "a fim" de mim, me desprezou quando eu comecei a "procurá-lo demais". Outro me desprezou porque eu quis relacionamento sério. É sempre assim!
Fazer o quê? Os homens gostam do próprio machismo e misoginia, que faz dos homens cisgêneros brasileiros pessoas insensíveis e materialistas, pessoas sem amor que só dão valor pra status sociais. E quem paga o pato pelo status social desses homens sou eu, que acabo sendo tido como uma coisa horrível e nojenta, que ninguém quer se aproximar (mesmo eu sendo uma pessoa bonita). Eu pago as contas do status social dos outros estando sozinho e solitário, chegando perto dos 30 anos sem nunca ter namorado, enquanto os outros se casam com mulheres loiras de olhos azuis.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Porque os homens são intolerantes com Homens Trans?
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Músicas de hoje estão sem amor.
A televisão decidiu que o amor é coisa ridícula, brega, ultrapassanda, e a sociedade acatou, e removeram o amor das músicas. E assim se ascendeu a geração de músicas inaudíveis que temos hoje.
Bregas, sertanejos-universitários, forrós esculhambados funks e demais músicas de letras sobre pegar-e-largar, bebedeiras, "periguetismo" e inveja. Ou mesmo letras sem falar nada de nada, como lek-lek, lê-lê-lê, tchu-tchu-tchá, tchê- tchê-rê- tchê- tchê, e uéo-uéo- uéo. A população ouve e adora.
A situação chegou num ponto que até mesmo músicas atuais falando de amor não possuem melodia, é só falatório do cantor sem melodia nenhuma, e o instrumental é a mesma coisa. Músicas de amor atuais que não entusiasma ninguém, não causa aquela sensação. Cantores considerados ícones românticos como Luan Santana e Gustavo Lima só recitam letras, falam em vez de cantar, no fundo de orquestra sem melodia. E não é só eles: até mesmo músicas internacionais ditas românticas tocadas no programa Love Songs da Rádio Cidade de Manaus também são pobres em melodia. Parece que tentam criar algum forçado e o resultado sai sem sal, não dá nenhum prazer nos ouvidos.
Até mesmo músicas evangélicas estão assim. Antes as músicas eram bem compostas e de belíssimas melodias, fazendo até ateus como eu desejar ouvir Diante do Trono. Hoje a mesma banda, junto com as demais, produzem uma espécie de gospel-brega, com melodias fraquíssimas, e um instrumental sempre empurrando um rock-in-roll forçado e novato. Parece que, Diante de um público consumindo músicas de péssima ou nenhuma qualidade, os artistas gospel decidiram se rebaixar aos mesmos sons, pra competirem com a música secular (o que antes chamavam de música mundana). Só que é uma tática burra: em vez disso, deveriam aproveitar a oportunidade de produzirem músicas boas, pra atrair o público revoltado com a baixa qualidade da música secular, a ouvirem os louvores pra deus-Jeová.
Aliás, é uma crise músicas que deveriam ser de enorme qualidade, pois são músicas pra deus. Mas sempre tem aquelas pessoas que fogem do senso crítico como o diabo foge da cruz, e tentam abafar as críticas com argumentos fugindo do assunto, como "não é audível pra nós, mas é audível aos ouvidos de deus". Então qualquer coisa pode ser audível pra deus? Nem eles mesmos sabem dos gostos de deus pra estarem defendendo qualquer áudio como "audível pra deus"! Isso é aposta, e apostas podem ser sim como podem ser não!
O fato é que enquanto se foge das críticas com blindagens de apostas que qualquer coisa produzida vai sair "belo aos ouvidos de deus", os ouvidos humanos não conseguem mais ouvir nada, e pessoas como eu ficam órfãos de música, pois não há música de verdade pra ouvir, tanto a música secular quanto a música gospel. Já não temos mais amor das pessoas, e também ficamos sem amor das músicas. Ficamos sem lugar pra encontrar amor. E sem amor, o que vamos fazer com as nossas vidas? Beber até cair? Sexo com qualquer um que encontrar na rua? É uma vida medíocre!
Nada contra quem gosta, mas empurrar isso pra todo mundo, impor que essa "cultura sem amor" seja unanimidade, é uma ditadura!
O pior é que a sociedade brasileira está convencidíssima que, extirpando o amor, estão progredindo. Mas não enganam a própria História, pois extirpar amor e sonhos já era um intento conservador de 17 anos atrás. Enquanto os homens de hoje acreditam piamente que estão inovando desejando sexo e mais sexo, e desprezando amor, só estão sendo iguais aos homens de 17 anos atrás!
Bregas, sertanejos-universitários, forrós esculhambados funks e demais músicas de letras sobre pegar-e-largar, bebedeiras, "periguetismo" e inveja. Ou mesmo letras sem falar nada de nada, como lek-lek, lê-lê-lê, tchu-tchu-tchá, tchê- tchê-rê- tchê- tchê, e uéo-uéo- uéo. A população ouve e adora.
A situação chegou num ponto que até mesmo músicas atuais falando de amor não possuem melodia, é só falatório do cantor sem melodia nenhuma, e o instrumental é a mesma coisa. Músicas de amor atuais que não entusiasma ninguém, não causa aquela sensação. Cantores considerados ícones românticos como Luan Santana e Gustavo Lima só recitam letras, falam em vez de cantar, no fundo de orquestra sem melodia. E não é só eles: até mesmo músicas internacionais ditas românticas tocadas no programa Love Songs da Rádio Cidade de Manaus também são pobres em melodia. Parece que tentam criar algum forçado e o resultado sai sem sal, não dá nenhum prazer nos ouvidos.
Até mesmo músicas evangélicas estão assim. Antes as músicas eram bem compostas e de belíssimas melodias, fazendo até ateus como eu desejar ouvir Diante do Trono. Hoje a mesma banda, junto com as demais, produzem uma espécie de gospel-brega, com melodias fraquíssimas, e um instrumental sempre empurrando um rock-in-roll forçado e novato. Parece que, Diante de um público consumindo músicas de péssima ou nenhuma qualidade, os artistas gospel decidiram se rebaixar aos mesmos sons, pra competirem com a música secular (o que antes chamavam de música mundana). Só que é uma tática burra: em vez disso, deveriam aproveitar a oportunidade de produzirem músicas boas, pra atrair o público revoltado com a baixa qualidade da música secular, a ouvirem os louvores pra deus-Jeová.
Aliás, é uma crise músicas que deveriam ser de enorme qualidade, pois são músicas pra deus. Mas sempre tem aquelas pessoas que fogem do senso crítico como o diabo foge da cruz, e tentam abafar as críticas com argumentos fugindo do assunto, como "não é audível pra nós, mas é audível aos ouvidos de deus". Então qualquer coisa pode ser audível pra deus? Nem eles mesmos sabem dos gostos de deus pra estarem defendendo qualquer áudio como "audível pra deus"! Isso é aposta, e apostas podem ser sim como podem ser não!
O fato é que enquanto se foge das críticas com blindagens de apostas que qualquer coisa produzida vai sair "belo aos ouvidos de deus", os ouvidos humanos não conseguem mais ouvir nada, e pessoas como eu ficam órfãos de música, pois não há música de verdade pra ouvir, tanto a música secular quanto a música gospel. Já não temos mais amor das pessoas, e também ficamos sem amor das músicas. Ficamos sem lugar pra encontrar amor. E sem amor, o que vamos fazer com as nossas vidas? Beber até cair? Sexo com qualquer um que encontrar na rua? É uma vida medíocre!
Nada contra quem gosta, mas empurrar isso pra todo mundo, impor que essa "cultura sem amor" seja unanimidade, é uma ditadura!
O pior é que a sociedade brasileira está convencidíssima que, extirpando o amor, estão progredindo. Mas não enganam a própria História, pois extirpar amor e sonhos já era um intento conservador de 17 anos atrás. Enquanto os homens de hoje acreditam piamente que estão inovando desejando sexo e mais sexo, e desprezando amor, só estão sendo iguais aos homens de 17 anos atrás!
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Sociedade masculina manauara é a mesma de 1999.
Um dos meus maiores sonhos da minha vida era de viver um
romance na adolescência, ao menos um. No entanto, a realidade da sociedade
masculina brasileira, principalmente a manauara, não me permitiu tal sonho, me
fez inclusive de abdicar dele, pra resguardar a minha adolescência, que como
todos sabem, é a época mais infeliz do indivíduo. E eu sendo eu, uma adolescência
de uma pessoa trans é praticamente uma condenação. Ainda mais de um trans
feminino pro masculino (Homem Trans), diante de uma sociedade que odeia vagina.
E de um trans gay, que gosta de homem invés de mulher, aí é mais infeliz ainda!
Daí nada mais esperto do que eu de sabotar a minha adolescência, simplesmente
não vivendo ela.
Não tinha a menor chance de sair de outra forma. Os homens brasileiros
de 1999 já eram machistas e conservadores. Os de Manaus então, eram mais
machistas e conservadores ainda. Os rapazes, mesmos os pré-adolescentes de 1999,
ainda eram marginais, cabeças-ocas, e retardados. Exceções? Não, a sociedade
manauara não há exceções! A sociedade manauara é tão homogênia (indivíduos
exatamente iguais uns aos outros) que os ``cabocos´´ parecem ser clones um do
outro! Até hoje é assim!
Diante dessa sociedade de homens machistas e misóginos, a
minha decisão foi me isolar deles e me contentar com ídolos e personagens que são
bem mais humanos e mais progressistas. Incrível como até hoje personagens
fictícios até mesmo de criações atuais, como filmes e novelas, são bem mais
humanos do que os homens brasileiros da vida real! O que parece é que as
próprias pessoas criam pessoas que gostariam que existissem, quase que um
suspiro, uma confissão de que o homem brasileiro é uma porcaria tão
desinportante que se for usado pra fazer elenco de filme, série ou novela, a
audiência cai ladeira abaixo!
Eu mesmo me isolei do mundo, me ``tranquei´´ dentro de uma ``bolha
de plástico´´, e isso me prejudicou muito em várias coisas, principalmente
quando tive que aprender a me relacionar com as pessoas, no qual sofri muito,
como quando eu me esforçava ao máximo pra conversar normalmente e mesmo assim ouvir
várias vezes que eu ainda não estava ``normal´´ (sendo que esse ``normal´´ na
maioria das vezes é só ``agir igual a todos os outros´´). No entanto, isso
também me protegeu e me resguardou de muitos malefícios, e por isso que até
hoje não me arrependo da minha decisão, não mesmo! Graças ao meu alto-isolamento,
me livrei de estupro(s), de falsas amizades, de frustrações amorosas
(provavelmente seria em maior número) e até mesmo de mais bullying. Imagine eu,
baixinho, frágio e mulher, diante daqueles valentões da 8ª série? O livramento
foi muito grande...!
O tempo passou, 17 anos se passaram, e o parceiro não veio.
Pior: os homens continuam os mesmos! Os meninos pré-adolescentes de 1999 são
adultos hoje e são os ``direitistas da moda´´ atualmente, com os mesmos
pensamentos conservadores de 1999, e com a mesma misoginia de sempre, só que
agora mais desinibidos, agora com mais coragem até de compartilhar dicas pra
conseguir estuprar.
Os rapazes mais novos tem outro pensamento, mas não
diferenciam muito. Pra estes, a regra é o ``pegar e largar´´. Esses são da ideia
de um mundo sem amor, sem relacionamento afetivo, só sexo mesmo. E quando
muito, pois na falta dele, cerveja já compensa. É uma geração de ``assexuais´´,
que consomem e consumem a idéia das mídias (TV, músicas e internet) de que uma
sociedade sem amor é o ``babado´´, e que uma lata de cerveja é o suficiente pra
satisfazer carências de afetividade.
Se nem eu consigo mais satisfazer-me com ídolos e
personagens fictícios, imagine com bebida alcoólica! É tal qual a máxima de
Arnaldo Jabor (do tempo quando falava alguma coisa que preste): anestesia, mas
não faz a cirurgia. A falsa alegria da embriaguez é um analgésico que vai
adiando os sintomas da doença, sem solucioná-la. E chega numa hora que os
efeitos da doença passam a atrapalhar em outras áreas, e a incomodar e prejudicar
a vida. Ora, eu mesmo tentei adiar o problema que deste naquela época já se
mostrava insolucionável; e hoje ele me entreva de tal forma que não consigo
mais viver se não resolvê-lo. Só que agora a sociedade brasileira e os homens
se tornaram piores do que eram em 1999! E agora?
Não adiantou de nada ter fugido dos homens de 1999 e de
2006. Agora ficou pior até pra eu conseguir encontrar um que me encante, pois
como idealizei pra mim um tipo de homem que já não existia em 1999, ele ficou
ainda mais distante da realidade dos homens de hoje, que são piores que os de
1999. Assim, o tipo de homem que anseio não é nem mais uma utopia, sim uma
megalomania, pois ele é ``melhor demais´´ do que os homens de hoje, que são ``piores
demais´´.
Eu já passei a adolescência, hoje sou um adulto maduro e
estou perto de completar 30 anos, mas parece que ainda estou lá em 1999,
inclusive na mesma sociedade, com os mesmos homens. Ainda tenho o sonho de
viver um romance, encontrar um parceiro, mas eu não consigo sequer sair da
estaca zero! O que está dando errado? A sociedade que não muda? Os homens que não
mudam? Só eu mudei, e mudei muito; inclusive era mais feliz em 1999, pois eu
era feliz sozinho, e hoje nem mais isso. Será que vai se passar mais 16 anos e
os homens continuarão os mesmos? Será que a sociedade masculina manauara vive
numa ``lupi do tempo´´ deste 1999?
Assinar:
Postagens (Atom)

